LÍDER DO COMANDO VERMELHO EM MT É TRANSFERIDO PARA CUIABÁ ALGEMADO E DE OLHOS VENDADOS
Apontado pela Polícia Civil como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, João Batista Vieira dos Santos foi transferido para Cuiabá nesta quarta-feira (30), após ser preso no Paraguai no início de setembro. Imagens da operação mostram o investigado algemado, com os olhos vendados e sob forte esquema de segurança.
João Batista desembarcou usando calça laranja, camiseta branca e chinelos, vestimentas utilizadas por detentos do sistema penitenciário. A transferência foi realizada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), com apoio da Polícia Penal de Foz do Iguaçu.
O aparato de segurança foi reforçado durante todo o deslocamento do investigado. Segundo as apurações, ele teria tentado dificultar a própria identificação ao ser localizado no Paraguai, apresentando aos policiais um documento falso.
A suspeita de uso de identidade adulterada também já havia sido registrada em outra prisão. Em 2023, João Batista foi localizado em Pontes e Lacerda e, conforme as investigações, teria utilizado uma identidade falsa.
O nome do investigado aparece em diferentes inquéritos conduzidos pelas forças de segurança de Mato Grosso. Entre eles está uma investigação relacionada à apreensão de quase duas toneladas de maconha, encontrada em outubro de 2025 em uma propriedade ligada a ele. Na ocasião, quatro pessoas foram presas.
João Batista também é investigado por uma possível participação em um plano para resgatar integrantes de uma facção que estavam presos na Penitenciária Central do Estado. As investigações apontaram a construção de um túnel de aproximadamente 257 metros, iniciado em uma residência e seguindo em direção à unidade prisional.
Outro caso atribuído ao investigado é o esquema conhecido como “Raspa Brasil Nacional”, relacionado à comercialização ilegal de raspadinhas. De acordo com a Polícia Civil, ele teria exercido uma função de coordenação em Mato Grosso e participado do controle de informações sobre vendas e arrecadação.
Antes de ser preso no Paraguai, João Batista teria passado pelo Rio de Janeiro. Mesmo sendo procurado, segundo as investigações, ele continuava ativo nas redes sociais e utilizaria documentos com identidades falsas.
Com a captura no exterior, o investigado retorna a Mato Grosso, onde ficará à disposição da Justiça e deverá responder aos procedimentos relacionados às suspeitas de envolvimento com a organização criminosa.

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