QUATRO DEPUTADOS SONDAM VAGA NO TCE-MT, MAS CONSELHEIRO DESCARTA SAÍDA ANTECIPADA
Presidente da Assembleia confirma conversas com quatro deputados, mas afirma que não há procedimento oficial para escolha de conselheiro; Waldir Teis descarta aposentadoria antecipada
Quatro deputados estaduais de Mato Grosso já manifestaram interesse em ocupar uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Júlio Campos (União Brasil), Eduardo Botelho (MDB), Carlos Avallone (PSDB) e Dilmar Dal’Bosco (União Brasil) procuraram o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), para conversar sobre a possibilidade de assumir uma vaga na Corte.
A movimentação ocorre em meio às especulações sobre uma eventual aposentadoria antecipada do conselheiro Waldir Júlio Teis. A hipótese, no entanto, perdeu força após o próprio integrante do tribunal afirmar que desistiu de deixar o cargo antes do prazo previsto.
Max Russi confirmou que foi procurado pelos quatro parlamentares, mas ressaltou que as conversas não avançaram para uma discussão oficial na Assembleia. Segundo ele, nenhum documento foi apresentado e não há procedimento formal aberto para a escolha de um eventual substituto.
“Eu fui procurado por alguns deputados: Júlio Campos, Botelho, Avallone e Dilmar. Alguns deputados procuraram e ouviram essa conversa e tinham interesse nessa participação”, declarou o presidente do Legislativo.
Remuneração e estabilidade atraem interessados
Além da relevância institucional, a remuneração e a possibilidade de permanência no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos, estão entre os fatores que tornam a função de conselheiro do TCE atrativa.
Levantamento publicado pelo portal Eh Fonte, em julho de 2026, apontou que o subsídio-base dos conselheiros do tribunal era de R$ 41,8 mil mensais. Em maio, os pagamentos brutos de Antonio Joaquim e José Carlos Novelli chegaram a R$ 90 mil, considerando gratificações e verbas indenizatórias.
Os valores variam conforme a composição dos pagamentos individuais e não representam necessariamente a remuneração fixa mensal de todos os conselheiros.
Os integrantes da Corte também possuem garantias e prerrogativas previstas na Constituição Estadual, com equivalência aos desembargadores do Tribunal de Justiça em aspectos como remuneração, vantagens e impedimentos.
Diferentemente dos mandatos eletivos, a função não depende de eleições periódicas e pode ser exercida até a aposentadoria compulsória, respeitadas as demais hipóteses legais de afastamento.
Assembleia terá papel decisivo na escolha
Caso a cadeira de Waldir Teis fique vaga, a indicação deverá passar pela Assembleia Legislativa, onde os deputados estaduais discutirão a escolha conforme os procedimentos legais.
Max Russi citou como precedente a indicação do ex-deputado Guilherme Maluf para o tribunal, processo que também foi submetido à avaliação dos parlamentares.
“Essa vaga passaria pela Assembleia, pela escolha dos deputados, e seria debatida da mesma forma que foi debatido lá atrás, quando o deputado, hoje conselheiro, Guilherme Maluf disputou”, afirmou.
Apesar das articulações em torno de uma possível sucessão, não há vaga aberta neste momento. Durante sessão realizada na terça-feira (13), Teis declarou que pretende continuar no cargo e descartou a aposentadoria antecipada.
O conselheiro completará 75 anos em 21 de outubro de 2028, idade em que deverá deixar a função por aposentadoria compulsória. Até lá, uma eventual substituição dependerá de saída antecipada ou de outra hipótese legal de vacância.
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